terça-feira, 30 de março de 2010

Europa tem 75 mil prostitutas do Brasil

domingo, 18 de maio de 2008

Europa tem 75 mil prostitutas do Brasil (Estadão)

Em ruas de prostituição de Genebra, na Suíça, português é língua corrente. Nos classificados de jornais europeus, apresentar-se como “brasileira” costuma render mais clientes e programas mais caros. Não por acaso estrangeiras fingem ser do País para competir pela atenção dos homens.
Estimativas da Organização Internacional de Migrações (IOM), agência ligada à ONU, apontam quase 75 mil prostitutas brasileiras trabalhando hoje na Europa. E esse número só cresce. “Espanha, Holanda, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria são os principais destinos”, diz a entidade. E o total de mulheres que deixam o Brasil é bem superior ao de homens. Na Itália, dos 19 mil brasileiros vivendo legalmente no País em 2000, 14 mil eram mulheres. O número elevado de prostitutas contribui para a diferença.

Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres. Muitas usam Portugal como porta de entrada e praticamente todas chegam ao continente com documentos falsos.

Reportagem do jornal escocês Scottish Daily Record apontou envolvimento de cerca de cem gangues e grupos mafiosos no tráfico de sul-americanas à Europa. E, uma vez lá, elas são mantidas, até de forma violenta por causa de dívidas, pelos agentes que facilitaram suas viagens. “Quando fui trazida para a Europa, nem sabia onde ficava a Suíça. Sabia apenas que ia ganhar muito dinheiro porque aqui os homens gostam da gente. Banqueiros suíços adoram brasileiras”, conta, orgulhosa, a cearense Daisy.

O número de brasileiras é tão grande que algumas chegam a cargos de chefia em associações locais. Edna da Silva foi eleita na quinta-feira integrante do Comitê Executivo da Aspasie, entidade que luta pelos interesses das prostitutas em Genebra. “Tenho 49 anos e saí do Brasil com 20 para trabalhar na indústria do sexo. Nunca vi tanta brasileira trabalhando no ramo como agora. Há uma leva impressionante.”

Algumas chegam a montar casas de prostituição. Em Zurique, um edifício de três andares no bairro do Paquis é ocupado por 40 brasileiras. Elas pagam aluguel simbólico pelos quartos e têm alimentação no local - uma cozinheira baiana garante feijoada aos sábados. Mas são obrigadas a deixar pelo menos metade do que recebem nas mãos da dona, um travesti.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas para exploração sexual transformou-se num dos negócios mais rentáveis do mundo - US$ 28 bilhões por ano. Nas próximas semanas, uma campanha suíça combaterá o tráfico de latino-americanas. Segundo a imprensa local, elas estariam sendo contratadas por R$ 100 mil para casar com supostos terroristas de Bangladesh para garantir-lhes visto. A denúncia foi feita por uma ex-prostituta brasileira.


Em Portugal, brasileiras são maioria nas boates

Elas representaram 79,5% das 3.071 mulheres flagradas entre 2003 e 2007 em pontos de prostituição

Keiny Andrade*

A oferta às vezes é para garçonete em bares e cafés de Portugal. Ou pode ser mais direta: ser prostituta numa “casa de alterne” - nightclubs e boates de strip-tease - ou num apartamento alugado em Lisboa, Porto ou cidades pequenas, como Braga, perto da Espanha.

As brasileiras vêm de diversos Estados. Atraídas por ofertas de até 3 mil (R$ 8,4 mil), aceitam as condições dos recrutadores. A maioria é enganada. Sabe que trabalhará na prostituição, mas desconhece condições. Muitas sofrem maus-tratos e não recebem o valor combinado. A passagem é paga por alguém da rede e chega a custar o triplo. Em muitos casos, o empréstimo vira dívida incalculável. Passaportes são confiscados até o pagamento da dívida, embora essa prática tenha diminuído, pois a fiscalização passou a associar falta do documento à exploração sexual.

Entre 2003 e o primeiro semestre de 2007, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal averiguou 3.071 mulheres em pontos de prostituição. Do total, 79,5% eram brasileiras. Estudo do Centro de Estudos Sociais (CES), da Universidade de Coimbra, realizado a partir de processos judiciais e de Órgãos de Investigação Criminal, mostrou que brasileiras são a maioria das vítimas de tráfico sexual em Portugal, seguidas por romenas e russas. E têm o seguinte perfil: solteira, 22 a 30 anos, nível médio de instrução e emprego anterior no setor terciário.

Para Madalena Duarte, uma das pesquisadoras, as recrutadoras “podem um dia ter sido elas próprias sujeitas a essa situação” e passam a imagem de vida bem-sucedida fora do Brasil. Muitas estão envolvidas afetiva e sexualmente com quem controla o tráfico.

A rota começa em Estados do Nordeste ou em Goiás, Rio ou Rio Grande do Sul. As vítimas saem pelos aeroportos do Rio ou São Paulo e desembarcam em Madri, Paris e, em menor número, aeroportos alemães e italianos. São orientadas a pegar ônibus ou vôo a Vigo, a 130 km do Porto, cidade espanhola na fronteira, onde um taxista ou alguém da rede irá buscá-la. Cruzam a fronteira de Portugal com visto de turista e vão parar nos apartamentos ou nightclubs.

O taxista português A.R., que trabalha no Porto há 24 anos, buscou uma brasileira em Vigo há 2. “A rota é conhecida, apesar de ninguém assumir que a faz”, comenta, lembrando que neste ano recebeu proposta para buscar outras duas brasileiras em Madri. “O homem entrou no carro e perguntou quanto era a viagem. Disse 600. Ele me ofereceu 1.200”, conta, negando ter aceitado por perceber que se tratava de tráfico.

Para o psicólogo social Luis Santos, “hoje os números que temos representam a superfície, uma casca da ferida. Não sabemos o tamanho do tumor que está por baixo”. E ele considera que nem sempre as brasileiras são vítimas de exploração sexual. “Há mulheres aqui no Porto que se prostituem por 200 em hotéis de luxo. Criam sua página na internet e oferecem seus serviços. Não acredito que alguém assim seja vítima.” Muitas mulheres também trabalham de forma independente. Anúncios em jornais portugueses, como Correio da Manhã e Jornal de Notícias, estão cheios de expressões como “apart próprio, sozinha”.

Primeiro-secretário de Assuntos Políticos da Embaixada do Brasil em Lisboa, Gilberto Gonçalves de Siqueira afirma que a embaixada mantém constante ligação entre Polícia Federal e SEF. Duas declarações assinadas pelos governos brasileiro e português facilitam troca de informações e ações em conjunto contra o tráfico de pessoas. O SEF mantém um agente português em Brasília em contato com a PF. Se alguma vítima resolver testemunhar contra traficantes, a embaixada brasileira ainda pode oferecer ajuda monetária.

* É repórter-fotográfico e aluno bolsista do Programa Alban - Programa de Bolsas de Alto Nível da União Européia para América Latina


Lucro e baixo risco atraem traficantes de mulheres

O tráfico de pessoas é definido pela ONU como “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso de força ou outras formas de coerção, de rapto, fraude ou engano”. O problema das mulheres traficadas na Europa não é recente. Desde a globalização dos mercados econômicos, a liberalização das fronteiras entre países membros e o colapso da União Soviética, no início dos anos 90, o problema se agravou. “Elas vêm geralmente de ambientes fragilizados, do ponto de vista econômico, mas também familiar. Seja do Brasil ou do Leste Europeu”, afirma Luís Santos, psicólogo social e pesquisador do Centro das Minorias da Universidade Fernando Pessoa, no Porto. 'Num certo sentido, podemos dizer que o tráfico de mulheres é mais rentável do que o tráfico de armas ou drogas porque as mulheres, contrariamente às drogas, são vendidas e revendidas várias vezes', diz a pesquisadora Madalena Duarte, da Universidade de Coimbra.

O baixo risco é também apontado por estudiosos como atrativo aos criminosos, sendo difícil às autoridades caracterizar a infração, porque não há um produto do tráfico e sim vítimas, em que em diversos casos o testemunho é a prova mais importante.

Os criminosos sustentam uma rede que liga empresários da noite, pequenos grupos donos de apartamentos alugados para prostituição e recrutadores em vários países.


Salário em euro e ilusão de viver na Europa atraem mulheres

Paranaense passou dez meses em Portugal sem poder sair de prostíbulo

Keiny Andrade e Rita Amaro

Elas são atraídas pelo dinheiro e pela fantasia de uma União Européia forte economicamente. E, embora a renda em Portugal seja bem menor que em países como Inglaterra, o país é o destino da maioria das prostitutas brasileiras. A facilidade da língua, a fragilidade da fiscalização e a possibilidade de ganhar em euros fizeram M., de 38 anos, e V.M., de 30, pegar a rota Brasil-Espanha-Portugal.

Mãe de três adolescentes, M. ganhava R$ 370 como operadora de telemarketing em Maringá (PR). Foi para Braga em 2005 e adotou o nome de Eva. Também mãe de duas adolescentes, V.M. teve vários empregos antes de trocar Goiânia (GO) por Valença do Minho, em 2004. No último, como doméstica, recebia em torno de R$ 300.

Além dos euros, Eva viu a oportunidade de fugir do ex-marido, que a espancava e a ameaçava. Após dois casamentos malsucedidos, a oferta do recrutador, vizinho da família, foi uma fuga. Ficou combinado que ficaria com metade do que ganhasse e não teria despesas com comida, moradia e preservativos. Além disso, sua passagem seria paga pela rede num empréstimo. Isso significou um valor 2,5 vezes maior.

Eva saiu de Maringá sem quase nenhuma bagagem e dívida de 2 mil. Ao chegar, soube que teria de arcar com todos os gastos, além da alimentação. E não poderia sair. “Era um horror, não tinha tempo para dormir. Às 3 da manhã chegava cliente e nos acordavam.” O local, “sujo e imundo”, era limpo pelas próprias garotas. Um português alugava o apartamento. O comando ficava com brasileiros, que também viajavam para aliciar mais mulheres.

V.M. conhecia uma amiga que havia decidido largar Goiânia e tentar a sorte na Europa. Ela lhe apresentou a recrutadora - uma brasileira dona de boate em Valença do Minho, que pagou sua passagem de 1.040. As duas decidiram ir juntas. “Foi um empréstimo.” Ela diz ter pago tudo no primeiro mês. “Paguei trabalhando no bar com porcentagens nas bebidas e programas.”

Como milhares de brasileiras, Eva e V.M. fizeram a rota São Paulo-Madri. E chegaram a Portugal por terra. Eva entrou com visto de turista e foi orientada a pegar ônibus a Vigo, na Espanha, fronteira com Portugal. Lá, outra brasileira a esperava. Foi encaminhada a um apartamento em Braga, onde havia mais quatro brasileiras. Ao chegar a Barajas com a amiga, V.M. soube que uma terceira brasileira também aguardava para ser levada à boate. “Um táxi apareceu e levou nós três.” No local, havia 15 brasileiras. Após pagar a dívida, ela ainda ficou oito meses trabalhando ali. Depois, passou por outras cidades e estabeleceu-se no Porto, onde trabalha como prostituta no centro, durante o dia, numa região de casarões antigos transformados em residenciais, que alugam quarto a 5 por hora. Ela diz cobrar 25 por programa e ganhar em torno de 1,6 mil por mês. “Já dei entrada na minha legalização. Não sei se quero ficar, se trago minhas filhas. Vou ao Brasil no próximo mês. Depois vou decidir.”

Eva se irritou por não poder sair. Tentou fugir e foi agredida. Sem ferimentos graves, não precisou ir ao hospital, maneira como muitas mulheres são resgatadas. Mas avisou a irmã, no Brasil, sobre onde estava. “Fiquei com medo.” Passou dez meses no esquema. Até que ameaçou denunciar todos à polícia. “Comecei a brigar de novo, reclamar. E me puseram na rua.”

Sem ter aonde ir, recebeu ajuda de duas brasileiras que lhe arrumaram trabalho numa boate de strip-tease. Não era forçada a fazer programas, mas tinha de beber com clientes. Ficava bêbada fácil. Ficou 15 dias e desistiu. Um cliente lhe ofereceu um apartamento em Braga. E pediu 2 mil adiantados. “Paguei e depois de um mês ele pediu o apartamento de volta me ameaçando.” De novo na rua, sem dinheiro e precisando trabalhar, outro cliente ofereceu outro apartamento, sem adiantamentos. Lá, ficou um ano e nove meses, atendendo sozinha como massagista e prostituta. Atraía clientes com anúncios nos jornais. “No começo colocava três ou quatro por semana. Quando conquistei bons clientes, colocava uma vez por mês.” Cobrava de 30 a 60 por programa, o que lhe dava em torno de 3,5 mil.

Eva diz que, após se tornar independente, conseguiu, enfim, ganhar dinheiro. Deixou a prostituição e, em abril, voltou ao Brasil. Segundo ela, ao conseguirem sair do esquema, muitas brasileiras voltam ao País, colocam silicone, fazem plástica e retornam no mesmo trajeto. “É uma vida vazia”, resume.

No Suriname, escravidão e ameaças de morte

Carlos Mendes

A dançarina R.S., de 26 anos, nunca imaginou que sua vida iria mudar tanto, para pior, quando, em 2004, deixou Belém para trabalhar em boates de Paramaribo, capital do Suriname, a convite de um empresário holandês. “Virei escrava sexual. Até ameaça de morte sofri.” A história de R. é apenas uma entre outras de 450 mulheres que nos últimos dez anos deixaram Belém rumo ao Suriname. Retrata também a violência do tráfico humano praticado por aliciadores em cidades como Belém, Macapá e Manaus.

A proposta a R. era tentadora: R$ 150 por noite. Ela só conseguiu escapar do “inferno” ao ser salva pelo atual marido, um taxista. Recomeçou a vida há um ano e hoje tem uma filha de 8 meses.

Um dos aliciadores, que responde a quatro ações na Justiça Federal, é o surinamês Henk Kunath, proprietário da boate Diamond e de duas casas na Holanda. Ele é apontado pela Polícia Federal como um dos principais traficantes de mulheres para Holanda e Alemanha. Paramaribo é rota obrigatória.

Kunath, que ficou 90 dias na cadeia, nega a acusação. “Eu não convido ninguém, elas que estão sempre atrás de mim.” Admite atuar como agenciador de viagens das mais bonitas para trabalhar na Holanda e diz receber US$ 500. “É mentira. Ele recebe no mínimo US$ 1 mil e a gente ganha R$ 100”, denuncia A.V.F., de 31 anos, que trabalhou para Kunath.

As mulheres estão divididas em três classes. As da classe A, depois de um “estágio”, vão à Europa. As da B ficam nas boates de Paramaribo, enquanto as da C vão para garimpos. “Nesses garimpos, algumas acabam assassinadas”, diz o delegado substituto da Delegacia de Defesa Institucional da PF em Belém, André de Lavor.

Ele diz que é fácil identificar as jovens que embarcam para o Suriname como prostitutas. “Elas nunca sabem dizer onde vão ficar ou o valor da passagem, porque os aliciadores tratam disso.”


Em MS, polícia tenta combater o casamento servil

João Naves de Oliveira

Uma operação silenciosa está sendo desencadeada em Mato Grosso do Sul, na tentativa de resgatar de jovens que viveram dias, até mesmo semanas, como “esposas felizes”. São mulheres que caíram no golpe do casamento com estrangeiros. Elas foram levadas por seus “maridos” para o exterior e vendidas a terceiros, para cuidar de pessoas idosas e doentes, ou obrigadas a se prostituir. Elas deixaram aqui famílias desesperadas, ameaçadas pelos aliciadores tão logo o golpe é descoberto.

O casamento servil é um dos crimes com maior número de vítimas, entre os casos de tráfico internacional de mulheres registrados pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Perde apenas para o estímulo à prostituição, segundo o titular da Delegacia Institucional, José Otacílio Dela Pace. Ele conta que, somados os dois crimes, o Estado registra, em média, 20 casos oficiais por ano, envolvendo jovens residentes em Mato Grosso do Sul, além de paraguaias e bolivianas detidas em poder de aliciadores.

Segundo Dela Pace, os casos chegam à PF por meio de denúncias de organizações de defesa dos direitos humanos, embaixadas e consulados do Brasil no exterior.

Para Estela Márcia Scandola, coordenadora do Instituto Brasileiro Pró Sociedade Saudável do Centro-Oeste (Ibiss-co), entidade que atua no combate ao tráfico de pessoas, “é importante dizer que os aliciadores não são desconhecidos, mas homens e mulheres que conhecem a pessoa que será traficada”.

sábado, 13 de março de 2010

Pastores envolvidos em acidente, morrem cantando hinos a Deus!

Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidente envolvendo sete veículos, na manhã de ontem, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica.


Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.



Os veículos – cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey – bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.

Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica – Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão – de uma empresa de cerveja – não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.

Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.

O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.

Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.

A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.

O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.

O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado por 2 pastores sobrevivente, e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores ainda com vida, que estavam presos nas ferragens.

As testemunha citadas acima, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus de ti!

Aos poucos suas vozes foram silenciando-se para sempre.

As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão .

como conheceu o meu blogger?

saudades..

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saudades dos meus filhos...

ESTA É A MINHA TERRA!!!!I INCOMPARÁVEL!!!!!!!!!!!

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ASSIM COMO O RIO CORRE PARA O MAR, O NOSSO AMOR FLUI EM NOSSOS CORAÇOES!

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